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65% das mercadorias são transportadas por rodovia no Brasil, diz estudo da EPL

19 de setembro de 2016

65% das mercadorias são transportadas por rodovia no Brasil, diz estudo da EPL

Com o objetivo de atender às demandas de mercado e do próprio Governo para subsidiar as decisões de planejamento estratégico do transporte, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) elaborou a divisão modal de transporte de cargas, que passa a ser um referencial para as projeções de movimentação de mercadorias no país.

Essa divisão modal, componente do Plano Nacional de Logística Integrada (PNLI), em elaboração pela EPL, apresenta a matriz de transporte do ano de 2015, onde pode verificar-se que 65% de todas as mercadorias transportadas no Brasil são por rodovia, 15% por ferrovia, 11% por cabotagem, 5% por hidrovia e 4% por dutovia.

Para o diretor-presidente da EPL, José Carlos Medaglia, a predominância do transporte de cargas pelo modo rodoviário é hoje uma realidade que precisa ser revista. “O país passa por um momento de atrair novos investimentos, necessitando, sobretudo, de uma malha de transporte mais integrada ligando rodovia, ferrovia, hidrovia, cabotagem e dutovia. Precisamos investir em modais de alta capacidade para ter um transporte mais eficiente com redução de custos.”

Os estudos da EPL também apresentam a estimativa de emissão de CO2 por modo de transporte, sendo o modo rodoviário responsável pela maior parte da emissão de dióxido de carbono, com 86%. Outros resultados da movimentação de cargas no Brasil, como a divisão por grupo de mercadorias (granel sólido, líquido, agrícola, não agrícola), também podem ser observados.

O diretor de planejamento da EPL, Adailton Dias, disse que a partir desses resultados iniciais será possível produzir novas e importantes informações para subsidiar as decisões de planejamento estratégico do transporte. “Vamos poder avaliar os impactos decorrentes dos projetos de expansão do modo ferroviário e do modo aquaviário para a captação de carga utilizando alternativas com integração intermodal, mensurando os benefícios gerados pelos empreendimentos a serem propostos”, disse.

O material foi disponibilizado na página da EPL na internet e contém um panorama do transporte inter-regional de carga no Brasil em 2015. Clique aqui para acessar.

 

Autor: ASRIC - Bruno Lourenço
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