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15/04/2014 - A Secretaria de Aviação Civil (SAC) publicou nesta sexta (15/8), no Diário Oficial da União, o novo Plano Geral de Outorgas (PGO), que define regras para a administração de aeroportos. Com a mudança, os municípios que quiserem administrar aeroportos regionais considerados estratégicos pela SAC terão que demonstrar capacidade técnica e financeira. Somente municípios com Produto Interno Bruto (PIB) anual acima de R$ 1 bilhão poderão pleitear a gestão desses aeroportos. Um grupo de municípios vizinhos, organizados em consórcio, cuja soma do PIB seja superior a esse valor, também poderá administrar um aeroporto.
“Essa mudança é fundamental. A experiência tem demonstrado que muitos aeroportos regionais estão sendo administrados por municípios pequenos que enfrentam grandes dificuldades para gerir a infraestrutura de um aeroporto, com toda sua complexidade técnica e administrativa”, explicou o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco.
A prioridade para gestão dos aeroportos regionais estratégicos continua sendo dos Estados. Mas, para isso, eles também terão de demonstrar capacidade técnica, administrativa, orçamentária e de planejamento. O objetivo é que esses aeroportos sejam administrados, prioritariamente, por quem tem maior capacidade de gestão. “Queremos garantir a prestação de serviços adequados ao porte e à relevância de cada infraestrutura”, afirmou Ronei Saggioro, diretor do Departamento de Outorgas da SAC.
Para definir se um aeroporto é estratégico a SAC analisa vários critérios, como localização geográfica, características socioeconômicas, acessibilidade e potencial turístico, entre outros.
Concessão – Os Estados e municípios poderão conceder à iniciativa privada a gestão desses aeródromos. Mas, para isso, terão de seguir critérios definidos no novo PGO. Entre outras coisas, terão que comprovar, por exemplo, que têm condições técnicas de acompanhar e fiscalizar o contrato de concessão, garantindo a prestação de um serviço de qualidade à sociedade.
Caso os Estados e municípios não tiverem condições ou interesse, a gestão caberá à União.
O novo PGO é mais uma ação do programa de aviação regional do Governo Federal, que prevê a expansão da infraestrutura aeroportuária e popularização do transporte aéreo brasileiro. O programa está baseado em três pilares: investimento, gestão e incentivo.
A SAC já definiu os 270 aeroportos prioritários que serão modernizados. Agora, explica o secretário de política regulatória, Rogério Coimbra, o Plano Geral de Outorgas está definindo a melhor forma de gestão desses aeroportos para que os investimentos da União, via Fundo Nacional da Avição Civil, não sejam perdidos. “Uma vez garantida infraestrutura adequada e gestão eficaz, os subsídios, definidos na MP 652 encaminhada ao Congresso, vão viabilizar essas novas rotas”, complementa.
Dessa forma, a SAC dará ao transporte aéreo a capilaridade necessária num país do tamanho do Brasil, fazendo com que 96% da população esteja a menos de 100 km de um aeroporto apto a receber voos regulares. “Queremos aumentar o acesso da população brasileira ao transporte aéreo e dinamizar ainda mais a economia do interior do país”, afirma Moreira Franco.
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Fonte: SAC/PR
